6 perguntas e respostas sobre boca seca

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Imagine ter a sensação de boca seca o tempo todo, causando dificuldades para comer e até mesmo falar? Isso é o que acontece com as pessoas que têm uma doença chamada xerostomia, ou da boca seca. Essa condição afeta cerca de 46% da população e, apesar de acometer gente de qualquer idade, pode piorar em idosos ou indivíduos que não fazem acompanhamento especializado.

A saliva tem funções que vão além de manter a boca úmida. Ela é essencial desde o momento da fala até o início do processo de digestão. No entanto, quando a sua produção está demasiadamente baixa ou quase inexistente, pode gerar incômodos maiores.

A seguir, preparamos um miniguia com as perguntas e respostas mais frequentes sobre a xerostomia para que você aprenda a identificar o problema. Confira.

1. O que é a boca seca?

A boca seca, também conhecida como xerostomia, hipossalivação ou assialorreia, é a condição de quando há uma diminuição brusca ou interrupção na produção de saliva. Ou seja, é caracterizada quando as glândulas salivares não produzem líquido o suficiente para manter a região bucal úmida.

A saliva, além de umedecer, lubrifica a boca para auxiliar a mastigação, gustação, deglutição e fala. Esse líquido é formado por água e enzimas como nitrogênio, ar, sódio, cálcio, magnésio, enxofre, ácido úrico, proteínas, cloro, potássio e ácido cítrico.

São essas substâncias que proporcionam o aspecto de espuma e que agem na proteção contra as cáries, bactérias, vírus e demais agentes nocivos que possam causar infecções. Sendo assim, se você não produz saliva o suficiente, a sua boca estará desprotegida, além dos grandes incômodos que são gerados.

A boca seca, como dissemos, pode afetar pessoas de qualquer idade, contudo, é mais comum em idosos não só pelo processo de envelhecimento, mas pelo consumo de medicamentos que pode causar o problema.

2. Quais são as causas?

A boca seca pode ser ocasionada por diferentes fatores e condições que fazem com que as glândulas salivares não funcionem como deveriam. As principais causas são:

  • radioterapia: este tratamento pode danificar as glândulas salivares, perdendo totalmente ou parcialmente a produção de saliva;
  • menopausa: as alterações hormonais podem afetar a produção de saliva;
  • deficiência nutricional: a falta de vitaminas A e B podem deixar a boca seca e levar ao aparecimento de feridas na língua e em toda a região bucal;
  • uso de medicamentos: remédios de quimioterapia, antidiuréticos, antipsicóticos, anti-neoplásticos e medicamentos para hipertensão podem diminuir ou paralisar a produção de saliva;
  • hábitos: fumar, beber, ingerir alimentos que contém altas quantidades de açúcar e tomar pouca água dificulta a produção de saliva;
  • doenças: diabetes, enfisema pulmonar e problemas na tireoide, mal de Parkinson, AIDS e síndrome de Sjorgren, por exemplo, podem ser associadas à boca seca.

3. Como saber se tenho boca seca?

Em fases iniciais a boca seca pode ser confundida com a sede frequente, afinal, é normal ficar assim de vez em quando. No entanto, quando o problema começa a ser persistente, o sinal de alerta deve ser ligado. Fique alerta aos seguintes sintomas:

  • sensação de boca muito seca e pegajosa;
  • aparecimento de feridas;
  • lábios ressecados e inchados;
  • dificuldade em comer;
  • sensação de queimação na língua;
  • dificuldade em falar;
  • surgimento de cáries apesar de estar com frequência do consumo de açúcar controlado;
  • mau hálito frequente.

Caso detecte esses sinais, procure imediatamente um dentista ou médico, pois o agravamento da situação pode danificar os tecidos moles da boca, causar infecções mais graves, dores e cáries.

No consultório, o profissional avaliará os sintomas clínicos e poderá solicitar um exame chamado sialometria, que é rápido e indolor. O resultado mostrará a quantidade de saliva que está sendo produzida durante determinado tempo.

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4. Como é feito o tratamento da boca seca?

Após a boca seca ser diagnosticada, o tratamento dependerá do que está causando essa condição. Se a xerostomia estiver relacionada ao uso de medicamentos, poderá ser feita mudança na dosagem ou troca do remédio.

Se as suas glândulas estiverem trabalhando adequadamente, mas ainda sim estão produzindo saliva, mesmo que em pequenas quantidades, poderá ser prescrito algum medicamento que auxilie nisso ou a indicação de balas duras, lisas e sem açúcar para estimular a produção de saliva.

Entretanto, se você não estiver produzindo mais esse líquido lubrificante e o problema não puder ser eliminado, o seu dentista poderá indicar algumas maneiras de tentar restaurar a umidade da boca como alguns hidratantes bucais para substituírem a saliva e sprays que podem ser utilizados duas ou mais vezes por dia.

Além do tratamento indicado pelo médico e dentista, é recomendado que você evite o consumo de bebidas com cafeína, as alcoólicas, os refrigerantes, não fume e beba, ao menos, dois litros de água diariamente, além de ter uma dieta equilibrada e sem excesso de açúcar.

5. Qual a relação da boca seca com a ansiedade?

As atividades simpáticas são aquelas que preparam o nosso organismo para situações de medo, stress ou excitação. Em momentos e situações de ansiedade e depressão, temos uma percepção, que pode ser real ou não, de que estamos em perigo, vulneráveis e sofrendo ameaças.

Isso afeta diretamente o nosso sistema nervoso, intensificando as ações simpáticas e resultando na diminuição da produção salivar, aumento dos batimentos cardíacos, sensação de calor e maior na produção de suor.

Nestes casos, em que a boca seca é resultado de alterações emocionais como a ansiedade, o tratamento é feito por meio de psicoterapia e práticas de relaxamento como yoga e acupuntura.

6. Boca seca ao acordar, isso existe?

Sim, existe. Os sintomas da boca seca podem se intensificar à noite. No fim no dia, a produção de saliva é naturalmente reduzida. Essa condição pode ser causada por:

  • respiração bucal: algumas pessoas respiram pela boca à noite e isso retira a umidade bucal;
  • desidratação: é recomendado tomar água antes de dormir;
  • gravidez: durante a noite, as grávidas podem sofrer com o sintoma;
  • excesso de sal: assim como o açúcar, o sal em grandes quantidades, principalmente à noite, pode levar à boca seca noturna.

É imprescindível que você faça um acompanhamento rigoroso com um dentista e de confiança para que, a partir de qualquer simples sinal de boca seca ou demais doenças bucais, o tratamento seja feito nos estágios iniciais. Dessa maneira, é possível evitar o agravamento da situação, dores, infecções e incômodos.

A boca seca é uma condição que, de início, pode parecer somente uma sede mais intensificada. Contudo, quando não é tratada, poderá gerar constrangimentos como o mau hálito, cáries, muito incômodo e dificuldades em se alimentar. Então, fique atento aos sintomas, beba água, tenha uma alimentação saudável e a supervisão de um dentista.

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Att,

CD Dr. Alberto dos R. Condé Jr.

CRO-GO 6.411

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