Esteja atento à inflamação na gengiva e saiba como tratar!

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A gengivite é a inflamação da gengiva que caracteriza o primeiro estágio da doença periodontal. Nesse sentido, essa patologia associa-se à presença de placa bacteriana causada pela má higienização que ocasiona o acúmulo de sujeira e restos de alimentos. 

Sob o mesmo ponto de vista, se não forem removidos por escovação, os resíduos provenientes da decomposição do metabolismo das bactérias formam um biofilme e se calcificam, formando o tártaro, que causa irritação da gengiva.

Dessa forma, se não tratada, a inflamação da gengiva progride e afeta o ligamento periodontal e o osso alveolar (que envolve e sustenta os dentes). Isso é o que determina a periodontite, uma forma mais grave da doença e que pode, nos casos mais avançados, provocar a perda dos dentes.

Por conseguinte, sabendo da importância desse tema, preparamos este artigo contendo informações a respeito da inflamação da gengiva. Confira!

Saiba quais são os sintomas de inflamação na gengiva

A gengivite apresenta sintomas típicos de processos inflamatórios comuns, como edema, cor avermelhada, mas, em geral, sem dor e pode evoluir e atingir o osso de suporte dos dentes, passando a se chamar de periodontite e até passar a produzir secreções purulentas. Além desses, outros podem ser citados, como retração da gengiva, mudança na forma de como os dentes encaixam na mordida, mau hálito, sangramento espontâneo ou durante a escovação e o uso do fio dental.

Ressalta-se que a dor, na maioria dos casos, não está presente e, por esse motivo, muitos pacientes deixam de procurar tratamento odontológico e isso é MUITO perigoso.

Descubra as principais causas da inflamação

A principal causa da inflamação da gengiva é a má higienização oral. Quando a higiene é insuficiente, forma-se uma placa bacteriana sobre os dentes e, caso não seja removida, pode endurecer e se transformar em um cálculo dental (tártaro), impossível de ser removido por fio dental ou escovação.

A gengivite é mais prevalente devido às alterações hormonais relacionadas à gravidez, ciclo menstrual, puberdade e anticoncepcionais. Na gravidez, o aumento da progesterona auxilia, mesmo na presença de pouca placa bacteriana, o inchaço das gengivas, a sensibilidade e até o sangramento.

Outros fatores de risco para a inflamação da gengiva incluem o tabaco e o estresse, uma vez que eles influenciam a liberação de alguns hormônios que alteram a microbiota oral. Mas, em todos os casos, o fator local da presença de placa bacteriana está presente.

Além desses fatores, medicamentos, deficiências nutricionais, infecções fúngicas ou virais, dentes cariados, tortos, desalinhados, próteses dentárias e aparelho ortodôntico mal-“sem manutenção” são fatores que atuam para aumentar a incidência da gengivite.

Outro aspecto diz respeito aos pacientes que respiram pela boca. Nesse caso, há alteração do fluxo salivar, o que predispõe o acúmulo de resíduos nas gengivas.

A inflamação da gengiva pode, ainda, ser associada a herpes labial, diabetes, epilepsia, AIDS, leucemia ou reações alérgicas.

Ademais, a pré disposição da gengivite está relacionada a fatores genéticos, segundo estudos. Logo, se o diagnóstico for associado à história familiar, deve-se intensificar os cuidados com a higiene oral.

Cabe destacar que seu processo de formação está direta e exclusivamente relacionado à insuficiente higiene oral da paciente com seus dentes e gengiva.

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Procure o dentista nos primeiros momentos

Procurar o cirurgião-dentista ao observar os primeiros sintomas é de extrema importância, uma vez que, quanto mais precocemente iniciar o tratamento, melhores serão os resultados. Do mesmo modo, o diagnóstico é feito por meio de exame clínico e, na maioria das vezes, a inflamação da gengiva pode ser solucionada com a correta limpeza dos dentes.

Previna possíveis inflamações

Escovar os dentes e usar o fio dental é essencial para manter a saúde bucal. Por esse motivo, é importante informar sobre a forma correta de realizar esses procedimentos. Dessa maneira, os dentes devem ser escovados após cada refeição e o fio dental deve ser utilizado, pelo menos, uma vez ao dia (preferencialmente antes de dormir) e, se recomendado pelo dentista, utilizar um enxaguante bucal antisséptico.

O uso de escova de dentes com cerdas macias é importante, visto que escovas médias e duras podem irritar a gengiva e provocar eventuais inchaços e inflamações. Com efeito, é recomendado fazer a escovação em movimentos circulares, sem aplicar força para não ferir a gengiva.

Recomenda-se fazer bochecho e gargarejo com água morna e sal, uma vez que esse último é um bactericida natural amplamente utilizado. Além disso, deve-se alimentar de forma correta para garantir nutrição adequada e, também, evitar o uso de cigarro e bebidas alcoólicas.

Por fim, se aconselha visitar regularmente o dentista e sempre que houver mudanças na aparência da gengiva.

Siga o tratamento indicado

O tratamento da inflamação da gengiva reside em eliminar os sintomas e impedir que ela evolua para um problema mais grave. Nessa perspectiva, os fenômenos iniciais da gengivite regridem com orientação adequada, técnica de escovação, uso do fio dental e enxaguante bucal. Assim, esses procedimentos impedirão que as placas bacterianas progridam e, consequentemente, o processo inflamatório é revertido.

Nas fases intermediárias e avançadas é necessário a intervenção do ortodontista ou cirurgião dentista a fim de realizar uma raspagem acima e abaixo do contorno da gengiva. Posteriormente, é feito o alisamento da raiz e o polimento dos dentes a fim de eliminar os focos da infecção.

Ademais, a prescrição de medicamentos, como antibacterianos e anti-inflamatórios também é um recurso terapêutico importante para evitar o retorno da doença. O profissional poderá, também, remover dentes amolecidos e corrigir mal posicionamento causado pela gengivite.

De outra parte, quando essas intervenções terapêuticas não são suficientes para eliminar a patologia, faz-se necessária a cirurgia periodontal. Contudo, qualquer um dos tratamentos mencionados será eficaz se o paciente mantiver boas práticas de higiene oral.

Portanto, a inflamação na gengiva é uma doença comum da cavidade bucal, que possui evolução rápida e causas diversas. Com efeito, o sucesso do tratamento e profilaxia da doença dependem da colaboração do paciente para evitar o surgimento e a evolução, bem como a reincidência da patologia. Dessa forma, uma higiene oral adequada é o mais recomendado como medida preventiva da gengivite e doenças periodontais. Logo, é importante ficar atento aos sinais e aos sintomas da inflamação na gengiva, haja vista os riscos relacionados à evolução da doença. 

Agora que você está mais inteirado sobre a inflamação da gengiva, ficou claro a importância de procurar por um profissional habilitado. Entre em contato conosco e encontre o melhor tratamento!

Att.,

CD Dr. Alberto dos R. Condé Jr.

CRO-GO 6.411

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