O que é mini-implante dentário e para quem é indicado?

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O mini-implante é uma peça de metal usada como reforço de ancoragem em Ortodontia. Em outras palavras, durante tratamentos com aparelho dentário, ele funciona como apoio direto ou indireto para movimentos complexos na arcada dentária.

Há determinados casos em que, sem o uso os mini-implantes, não há como atingir os objetivos do tratamento. Quer entender mais sobre o mini-implante dentário? Saber se é ideal para você? Continue a leitura e conheça vários detalhes a respeito do procedimento!

Como funciona o mini-implante dentário?

Os mini-implantes são microparafusos, com comprimento que varia de 4 a 12 milímetros e diâmetro entre 1,2 a 2,0 milímetros, com uma classificão que envolve o tamanho do perfil transmucoso ee 0,5 a 4mm a depender da região e indicação ortodôntica. Cada um é indicado de acordo com a necessidade do paciente, que deve ser cautelosamente avaliada e supervisionada pelo profissional.

Esses microparafusos podem ser feitos de titânio ou aço cirúrgico, e o modo de confecção oscila segundo as exigências individuais do paciente. Por isso, para que o procedimento ocorra sem problemas, é vital a realização de um mapeamento clínico. Após a conclusão dessa etapa, o mini-implante personalizado recebe confecção e, então, é implantado.

O mini-implante dentário custa caro?

Mais de 95% do custo não está na “peça” mini-implante, mas sim em protocolos de planejamento, instalação e uso por parte do dentista.

O ideal é que tanto o valor da “peça” quanto do tratamento como um todo sejam esclarecidos ainda na consulta de apresentação, evitando surpresas. Devido ao código de ética, não vamos divulgar preços ou condições de pagamento. Porém, aconselhamos que em sua consulta, converse sobre todos os detalhes do assunto com o profissional. Fique atento na escolha do profissional pois, os casos de indicações erradas do dispositivo são comuns e geram um malefício do paciente.

Quais são os diferenciais do mini-implante?

De forma geral, a realização de implantes é uma técnica comum na odontologia. Contudo, existe uma diferença considerável entre implantes tradicionais e mini-implantes. A principal delas reside na função do tratamento.

Ao contrário dos implantes comuns, que têm a função de substituir um dente perdido, a utilização das micropeças busca ser um reforço na ancoragem do aparelho ortodôntico, quando os dentes são insuficientes para atingir os objetivos do tratamento total ortodôntico.

Os microparafusos são instalados na mandíbula ou na maxila, ajudam o tratamento ortodôntico. Eles servem como alternativas temporárias de ancoragem/apoio, facilitando e agilizando o trabalho do dentista.

Além disso, ao contrário dos implantes tradicionais, essas peças não se integram aos ossos e podem ser facilmente substituídas ou removidas, sem gerar desconforto.

Outro ponto diferencial é que o mini-implante pode exercer diversas funções ao mesmo tempo. Dependendo do tipo de implante realizado, extra alveolar ou interradicular, que abordamos especificamente no tópico seguinte, essa técnica permite uma multiplicidade de mecânicas no tratamento.

É possível realizar a intrusão de dentes anteriores e posteriores, retração anterior, intrusão e verticalização de molares etc. Em todos os casos, a indicação tem que envolver somente quanto a mecânica convencional não é suficiente para atingir os objetivos do tratamento ortodôntico. Sempre vale lembrar que esses procedimentos não podem causar dor ao paciente.

Qual é a diferença entre o extra alveolar e o interradicular?

Existem duas principais técnicas para a instalação dos mini-implantes. A primeira delas é a interradicular: os microparafusos são apresentados de forma autorrosqueante e autoperfurante, tornando o processo cirúrgico simples e rápido. Ao aplicar a técnica, o tratamento ortodôntico ocorre sem osseointegração, facilitando a remoção no final.

Já na técnica extra alveolar, os parafusos podem ser um pouco mais calibrosos e com maior diâmetro. O objetivo é impedir que a mucosa livre cubra a cabeça do parafuso. Esse processo, em comparação ao interradicular, possibilita o ganho de opções de mecânicas simultâneas, sem precisar deslocar os microparafusos de lugar ou se preocupar com as raízes dos dentes durante a movimentação.

Embora ambas as metodologias sejam seguras e de pouco incômodo ao paciente, elas possuem suas diferenças, vantagens e desvantagens. Por isso, cabe ao profissional ortodontista perceber qual delas é mais adequada ao caso de seu paciente.

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Quais são os seus principais benefícios?

O tamanho reduzido dos mini-implantes dentários permite a colocação em vários locais da boca, seja na mandíbula, palato ou na área maxilar. Além disso, eles podem ser inseridos em espaços menores, de acordo com cada caso.

Dessa forma, possibilitam a correção de diversos problemas ortodônticos, como a intrusão de dentes posteriores e o fechamento de espaços “sem dente” molares. Isso ocorre de forma mais rápida e previsível do que sem eles.

Entretanto, é fundamental que o dentista promova uma avaliação clínica completa de cada paciente para determinar a indicação e o local exato do mini-parafuso, bem como de que maneira será realizada a cirurgia, segundo as necessidades individuais, baseado em radiografias e tomografias — além de considerar o histórico clínico.

Se o profissional não for qualificado, é provável que haja uso dos mini-implantes de forma indevida, trazendo danos às raízes dos dentes.

E os cuidados necessários?

Esse procedimento também depende da saúde do paciente, sua idade e tempo de tratamento. Por isso, um tipo de mini-implante dentário não é o mesmo para todo mundo. Afinal, cada caso é um caso e deve ser estudado separadamente.

As fraturas provocadas pelos mini-implantes podem ocorrer no momento de sua implantação ou remoção, decorrente do excesso de pressão aplicada à chave utilizada para manipular o implante. No entanto, o risco de complicações diminui se o dentista responsável tiver a expertise ideal para lidar com esse tipo de procedimento.

Após a colocação do mini-implante dentário, a pessoa não deve fazer nenhum tipo de pressão exagerada sobre o local. Além do mais, higiene e saúde bucal precisam sempre estar em dia, com escovação correta e uso do fio dental.

Não descuide da higiene! Ainda assim, é possível que ele solte, mas seu dentista pode reposicioná-lo facilmente com anestesia local em poucos minutos.

Existem especifidades para o tratamento em idosos?

Embora alguns pensem que não, os idosos podem sim colocar mini-implantes. A saúde bucal na terceira idade é importantíssima! Contudo, devido às condições do corpo humano, deve-se levar em conta algumas questões importantes quando o assunto diz respeito ao procedimento em pessoas mais velhas.

No caso desses pacientes, cuidados especiais passam a ser tomados. Afinal, quem tem mais idade pode apresentar contratempos de saúde como pressão alta, diabetes, problemas cardíacos, ósseos, de cicatrização etc.

A realização de procedimentos cirúrgicos em pacientes com essas condições exige bastante cautela, pois pequenos deslizes podem trazer sérias complicações. Então, a avaliação do histórico médico do paciente figura como aspecto imprescindível.

Como foi possível perceber, o mini-implante é uma opção viável, multifuncional e indolor para quem busca corrigir o sorriso e garantir uma excelente saúde bucal. A técnica pode ser feita em qualquer tipo de paciente, desde que seja dirigida por um profissional capacitado, que saiba identificar as necessidades individuais.

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Dr. Alberto dos R Condé Jr

Speaker Invisalign®, Itero®, Team1® & Propel®. Condé Invisalign Doctor CROGO6411/EPAO 1587, RTCD

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